terça-feira, 10 de novembro de 2009

uma noite meio F5...

As vezes essa exposição gratuita, intensa e explosiva da minha fragilidade é só uma carência instantânea de uma típica romântica incurável, é como um grito de socorro de alguém que não está em perigo. É como se eu grifasse meu nome com o marca texto amarelo. É um sinal de trânsito amarelo piscante; ATENÇÃO! Eu preciso saber que se o tombo for grande, você vai colocar um colchão para que eu não me machuque. E embora eu tenha feito considerável amizade com a tal maturidade nos últimos tempos, sempre existirão meus dias viscerais 'Samanthosos'. A vida não é e nunca será assim tão simples e individual pra mim. Eu venho aprendendo na raça e até me orgulho disso. Você pode até achar tolisse da minha parte, mas é bom saber que nosso sempre ainda está em vigor. Posso dizer que neste momento sou só riso e agradecimento.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

DO DESEJO

"Colada à tua boca a minha desordem.
O meu vasto querer.
O incompossível se fazendo ordem.
Colada à tua boca, mas descomedida.
Árdua. Construtor de ilusões examino-te sôfrega.
Como se fosses morrer colado à minha boca.
Como se fosse nascer.
E tu fosses o dia magnânimo.
Eu te sorvo extremada à luz do amanhecer."

( Do Desejo - 1992 )

Hilda Hilst

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

nature.beauty









Mulheres exigem todos os prazeres da vida,
contém um universo mágico, misterioso e desafiador. Traem sem piedade tanto quanto se emocionam com qualquer coisa.
Mulheres têem a maneira mais insana e linda de viver a vida em todas as suas possibilidades.
[repost]
...só porque hoje acordei assim; orgulhosa por ser mulher!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Caindo na real

Como eu falo coisas da boca pra fora... Acho que faço isso tentando me convencer das coisas. Mas ontem eu FINALMENTE me dei conta de TUDO em mim. E até segunda ordem, está TUDO resolvido. Me livrei um pouco daquelas medidas radicais... entre 8 e 80 há um longo caminho. Os últimos dias foram torturantes com pensamentos massacrantes. Porque na verdade estamos sempre mais preocupados em que satisfação vamos dar aos outros sobre nossa decisão do que nos empenhamos de fato em fazer boas escolhas. Ui. Me sinto alividada! Agora tudo vai fluir, I'm sure! Não adianta deixar tudo pairando no ar, o universo quer ouvir as coisas da sua boca. ps: como é necessário estar só para se dar conta de certas coisas.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

no caminho da subjetividade humana

Na calma da água ou em algum dos milhares tons de azul do céu... as vezes posso me ver lá. Raro o segundo em que consigo me lembrar do que faço parte. Há sutileza no olhar, há intensidade no viver, há também o medo inevitável de estar vivendo em vão. Há vida que se pintar. Começo a encontrar forças aqui em mim e é um bom remédio tecer a própria teia. Não há força que venha de fora que se compare com a força interior, única. Salas fechadas, conversas bobas e a superficialidade que o ser humano insiste em viver, facilitando a fuga da própria mente. Tão bom se encontrar, se reconhecer. Tão raro momento. Viver as escolhas feitas com mais tranquilidade, na maior parte do tempo é somente isso que precisamos entender. A procura pela sabedoria de não transformar momentos bons e únicos em rotinas de peso. Há amor e mar, ar puro e céu azul. Há que se viver um momento de cada vez e essa é a parte mais difícil. Não se pode perder a consciência de que ninguém mais no mundo exerce poder sobre você e suas escolhas quanto você mesmo. A cada segundo há a vida toda. Assim se faz viver a eternidade do sábio. Parar para olhar e dar mais valor a isso. Ficar em silêncio nas raras oportunidades de fazê-lo. Velas acesas e o olhar direcionado para dentro. Não há nada nem ninguém capaz de cumprir a sua existência além de você. Nada vale mais do que o auto-conhecimento. E o mundo externo pode ser podre se não houver a consciência dos próprios valores, quaisquer que sejam eles. Há que se existir com sabedoria, ainda que não se tenha a certeza do porque.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

to velha...

acabo de me dar conta!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

ME SINTO BEM

pronto, falei!

domingo, 20 de setembro de 2009

keep calm

Eu estava perdida nos ponteiros dos relógios ha dias. Sempre atrasada correndo de um lado para outro. Fazendo trabalhos quando deveria dormir e dormindo quando deveria estar desperta. Arrastando o corpo (e somente ele) até aquilo que se chama de trabalho. Não vou mentir que os quilos a menos viraram um efeito colateral positivo. Mas já os dias de cama decorrentes dos dias em que não se comia bem... esses não.

Esses últimos dias de paz me trouxeram de volta à mim. E há vida, há que se parar para viver um pouco. É necessário tempo. Olhar o teto, cozinhar, namorar, ler, sentar no sofá, respirar, ir a padaria, mudar os móveis de lugar, escutar novas músicas, colorir a casa, fazer um brinde de rosas, olhar no espelho. Há vida.


*Não devo mais me esquecer disso.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

VRAI?

CONSTATADO:

As pessoas não têm mais verdades.

Elas não têm vergonha de 'ser' exatamente o que não são.

Não titubeiam em levantar bandeiras que não apoiam

ou se fantasiar uma vida inteira se escondendo de si mesmas.

sábado, 5 de setembro de 2009

Por um lindésimo de segundo

Ando cinza e sem cabeça. Refém da rotina que assombra o suspiro. Acordo meio sem pele, couro cansado. Mente inerte e estática. Penso mas despenso, quase que todo o tempo. Mando parar. Não volto atrás por que não se comercializa essa opção. A vida que nos foi dada tem regras e uma das principais delas diz que deve-se andar pra frente. Nem o teto me distrai mais. A introspecção me foge, me trapaceia. Tudo se desencontra e eu assisto a tudo em silêncio, como que num ato assumido de convardia, porém sem orgulho. O que esperar? Nada dói, apenas perde a cor, o movimento. A leitura não salva mais, nem o sono, nem o porre, nem o sol. Talvez aquele olhar esteja sendo essencial. É isso mesmo, acabo de me dar conta. Eu não me perdi, não se trata disso. Eu estou aqui em mim, já não saio mais daqui. É que os dias iguais são angustiantes e impiedosos. E eu, meu próprio mistério.
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"tudo em mim anda a mil

tudo assim tudo por um fio

tudo feito tudo estivesse no cio

tudo pisando macio tudo psiu

tudo em minha volta anda às tontas

como se as coisas fossem todas

afinal de contas"



[do livro Distraídos Venceremos]



Paulo Leminski

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

inconsolável

O coração apertou, o olhar parou e a alma entristeceu sem entender os motivos. A verdade é que as cores se escondem facilmente. Melhor mesmo é nunca se iludir com elas. Buscando energia positiva, calma, entendimento e aceitação. Firmando cada vez mais o que há aqui dentro. Não ser sozinha faz toda a diferença em qualquer momento da vida. Agradeço ao amor que se faz sempre tão presente no meu mundo. Agradeço a vida que desde sempre me abençoou. Sinto demais pelos que não posso tocar e choro pelos que me fazem chorar.

sábado, 8 de agosto de 2009

N o i t e



Luz de velas, vinho, carteado e boa companhia; as vezes isso é o suficiente para acalmar a alma.

domingo, 2 de agosto de 2009

ventos que vêm de dentro...

Clicks economizam palavras e embelezam os dias.
Uma saudade forte habita meu peito em sua totalidade [e sem piedade].
A tpm agoniza nas minhas veias e em convulsões 'psicogritosas', deixa a certeza de sua insanidade.
Um zelador se aproveita das últimas gotas da minha paciência [sem noção alguma de perigo].
O trabalho mais se parece com uma terapia.
Daquelas de ocupar a mente a qualquer custo e com qualquer conteúdo.
A ansia de mudanças nunca se despede, mas adormece certas vezes [ah se a saudade fosse assim também].

Que eu consiga recriar tranquilamente minhas novas eras sem psicogritos e sem medo. E que a saudade que eu sinto transpareça mais através dos sorrisos do que das lágrimas.